quarta-feira, 8 de agosto de 2012

Como funciona?

Já me perguntei como funciona a televisão, como funciona a energia elétrica, como funciona a internet, o telefone, a lâmpada, como a pasta de dentes sai com listras?
Mas então, no meio de um banho que sempre acaba sendo algo inspirador, heis que sinto uma sensação estranha, um calafrio no estomago, que me trás um pensamento, ou quem sabe seja o pensamento que traga a sensação, mas de qualquer forma, penso em você.
Não é só saudade, também é o sentimento que te terei em breve, mas como isso funciona? Como posso amar e senti-lo no estomago? Como posso ter calafrios de saudade?
Fico pensando em como meu cerebro funciona, adorando trazer sonhos nas noites que irei acordar sem ninguém ao meu lado, me lembrando de cheiros enquanto aquele que o cheiro pertence está longe.
Aos poucos descobri a diferença entre amor e paixão, olhando pra trás sei exatamente o que é o que, mas agora não há linha que separe as sensações, estão entrelaçadas, unidas de maneira que nem eu saberia como julga-las, agradeço pelo fato de que sentir seja mais facil do que escrever, a sensação continua, indo e vindo, e nunca vamos ter palavras para expressa-la.
Mas no momento a sensação que mais quero ter é sentir o teu cheiro, teu abraço, beijo...

Ainda apaixonada, ainda amando, ainda ansiando descobrir como funciona, digo, como tanta endorfina pode ser liberada do meu cérebro sem nem mesmo te ter por perto?

terça-feira, 19 de junho de 2012

Como se aprende a viver?


Olhando estatísticas do blog, fico pensando nas pessoas que já o acessaram, não foram poucas, não foram muitas, mas imagino cada uma delas, em que momentos de suas vidas elas estavam? O que estavam procurando quando me encontraram?
Vejo o mundo cercado de milhões de problemas desconhecidos, sabemos de problemas como o aquecimento global, por exemplo, mas não sabemos os problemas de um amigo, de um vizinho, que dirá os problemas de algum outro país, não sabemos de quase nada.
E tornar consciência disto tudo torna-nos depressivos, de que adianta saber de tudo isso? Muitas vezes temos problemas que ainda nem conhecemos, mas eles existem e esperam o momento de se mostrar, não podemos curar o mundo, não podemos curar nossos próprios problemas, não temos a força de ajudar aqueles que estão próximos, que dirá os distantes. Simplesmente lidamos com um pequeno problema por vez como se isso fosse grande coisa, e na verdade é o que conseguimos fazer.
Procuro desesperadamente uma solução, e então, devemos protestar? Devemos largar tudo e tentar fazer alguém feliz, o mundo melhor? E os nossos problemas, quem resolveria então? Temos tantos problemas assim ou uma parte deles é exagero? Por que ao invés de encontrar a solução acabo apenas com novos problemas, novas perguntas?
Penso que é mais fácil dizer que não ha maneira correta de se viver e, caso haja algum jeito de viver melhor, que me ensinem. Também penso que sabemos alguns desses jeitos de viver melhor, mas é mais fácil deixa-los pra lá até que se torne um problema, pois sabemos que devemos praticar exercícios físicos, mas nos vemos num mundo obeso, sabemos da prevenção de quase todos os problemas do corpo, mesmo assim ficamos doentes, não seria só aprender a prevenir os problemas da vida do mesmo modo que deveríamos prevenir nossos corpos? 

segunda-feira, 26 de março de 2012

E o seu funeral?

   Meu caderno tem mordidas. Entre calar e falar em um momento de raiva, não faço nenhum deles, ou eu grito ou eu mordo. Vivo me imaginando em universos paralelos que fizessem mais sentido, talvez em algum deles eu realmente tornasse um sonho perfeito em realidade.
   Todos os dias vivemos cercados de mundos ideais que fazem com que nossas vidas não sejam aquilo que esperamos. Você acorda todas as manhãs e percebe que não tem super poderes, não foi picado por uma aranha radioativa, não é mago, guerreiro, arqueiro ou caçador de dragões. Percebe que você não foi um feliz escolhido pelo destino para tornar-se especial, por mais que você queira, sempre acabará se sentindo apenas mais um.
   Mais um ser humano cheio de erros e acertos ou, quem sabe (considerando-se uma visão otimista do mundo) você seja único, o que também acredito que seja plausível, mas é difícil de se dizer qual a diferença entre ser “mais um” e ser “especial”, acabaríamos sendo mais um ser especial no planeta que, mesmo não recebendo fama e gloria, faz sua parte para o mundo fazer sentido para alguém.
Muitas vezes já imaginei como seria meu funeral, será que eu falo o mundo de alguém fazer sentido? Pelo menos deixo a vida de alguém mais “fácil”? Por hora chorariam a minha ausência mas, a longo prazo, não seria um fardo a menos para muitas pessoas?
   Não escrevo para receber comentários dizendo que não sou um fardo, tampouco para me sentir mais amada graças a aqueles cujas respostas aumentariam meu ego. Francamente minha pergunta principal seria “E o seu funeral?”, quem precisa de você para o mundo fazer sentido? Sua vida faz alguém sorrir? As respostas são um tanto quanto pessoais e por isso não quero saber ou muito menos entendê-las, quero simplesmente que você as saiba afinal, você é o principal interessado em sua própria vida.


P.S: Se, como eu, você vive numa cidade onde se você não cuida da sua vida alguém cuidará, posso afirmar que ninguém te conhece como você conhece e, dentre os diversos cidadãos que se consideram aptos para o serviço, o mais indicado ainda é você.

sexta-feira, 16 de março de 2012

Voltei?


Inesperadamente, subitamente, sem nenhum motivo aparente, ressurge uma vontade um tanto quanto controlável de escrever, que deixo aflorar, esperando ansiosa o que irá surgir.
Há dias venho pensando em algo, surgiu-me o pensamento que não passamos plágios. Plagio de idéias, plagio de estilos, plagio de expressões, plagio de DNA. Vivemos, rimos, fantasiamos, choramos, ganhamos e perdemos, mas não criamos, somos apenas uma sombra de uma sobra, um reflexo da sociedade.
Venho sonhado muito ultimamente, sonhos dos mais variados gostos. São os sonhos da vida real, porém, que fizeram um ponto se prolongar por tanto tempo nos meus escritos. Um sonho que não poderia ser sonhado, pois foi criado para ser um sonho lúcido. É esse sonho que sempre fará com que todas as minhas tentativas de filosofar morram antes mesmo do termino do primeiro parágrafo. Esse devaneio da vida real me lembra que não preciso mais de palavras, tenho um turbilhão sentimentos e ações que são muito mais poderosos em minha mente.
            Por mais que digam que precisamos de alguém, que precisamos das pessoas, afirmo que a sociedade atual possibilitaria a vida sem meio social, não dependemos das pessoas, não precisamos diretamente delas, então me pergunto, por que não o fazemos? Por que não abandonamos o mundo e as pessoas que nele vivem?
            A resposta automática do meu cérebro é “Esqueceu de toda a endorfina que libero?”, e é claro que não esqueci, vivemos como num jogo, e nesse jogo temos diversos níveis à alcançar, temos que preencher nossos níveis de felicidade, endorfina, e para isso inevitavelmente temos que optar por relacionamentos, esportes ou drogas. 



P.S.: Não pude deixar de notar, essa postagem é a de numero 101, seria esse o início de um novo "período literário"?

quarta-feira, 12 de outubro de 2011

Os distantes moscavalos

Não é nenhum tipo de surpresa o porquê deixei de escrever, primeiramente recorremos para a falta de tempo, sempre falta tempo, sabemos que não é esse o problema. O real problema é, onde estariam estes ditos problemas? Acabaram todas as coisas que tínhamos para reclamar?
Somos humanos e com isso tenho que complementar, sempre teremos sobre o que reclamar, mas agora aqueles velhos motivos que viravam palavras e mais palavras se vão, não merecem tanta atenção assim.
E estando assim, tão escassas as idéias, hei de roubá-las. Roubá-las de um gênio, de um louco, de uma menina que visitou um mundo com moscavalos e borboleteigas.

 “-Como faço para entrar? – Alice perguntou de novo, mais alto.
-Mas, afinal, você deve entrar? – disse o Lacaio – Esta é a primeira pergunta.
Era, sem duvida: só que Alice não gostou que lhe dissessem isso.
- É realmente espantoso – murmurou consigo – Como todas as criaturas brigam. É de levar a gente a loucura!
O Lacaio pareceu ver nisso uma boa oportunidade para repetir seu comentário, com variações.
- Vou ficar sentado aqui – disse – Ora sim, ora não, por dias e dias.
-Mas o que devo fazer? – perguntou Alice. - O que quiser- respondeu o Lacaio e começou a assobiar.”

Alice no País das Maravilhas - Lewis Carroll