segunda-feira, 8 de novembro de 2010

Vamos pausar a musica por que agora quero escrever

Ao contrario do que meu cérebro naturalmente estruturado feminino faria, tenho que parar a música para escrever mesmo conseguindo normalmente fazer duas coisas ao mesmo tempo, de qualquer forma, sem música sempre deu certo e continuará.
Estou com uma tremenda vontade de escrever algo com bastante humor, descontração e esse tipo de coisa, mas agora já estou achando difícil escrever o primeiro parágrafo e por isso estou enrolando o assunto. Às vezes eu precisaria de um gravador, pois há horas do dia que em minha mente surgem milhares de temas a serem escritos, mas quando paro para escrevê-los, simplesmente somem.
Estou apenas eu e a tela do computador, isso me anima e me derruba ao mesmo tempo, é tão estranho querer coisas opostas, quando você quer silencio e barulho, quer ficar sozinho, mas precisa de companhia. E é ai que entra minha mente, estou sozinha, mas minha mente cria inúmeras situações com inúmeras pessoas que nem mesmo imaginam que estão fazendo parte de meus devaneios. Isso me lembra o livro que eu estou lendo, fala o quanto mulheres procuram romances de televisão, e o quanto os verdadeiros romances as decepcionam, realmente não quero ficar presa a um padrão de homens imaginários, isso seria esquisito.
O que me lembra outro texto que já li:

“Homem nenhum jamais me amou como
me amaram os homens que eu inventei.
Eles sim é que sabiam abrigar-me única e absoluta em seu peito.
Eles sim é que viviam voltados para mim.
E com quanta intensidade!
Com quanta dedicação!
Os outros...
Ora, os outros eram apenas humanos.
Compartilhando apenas...”.


Certamente quero acreditar que as pessoas são muito melhores em carne e osso do que quando pensamos nelas, mas eu sei que não são, o tempo e mente melhoram as coisas. Pense na melhor comida que você já comeu, quem sabe se você a comesse agora ficaria desiludido, pois por tanto tempo foi algo desejável e então aumentado, fazendo que parecesse algo melhor do que realmente é. Por isso quando pensamos nas pessoas costumamos pensar nelas ou de modo superior ou inferior do que realmente são, isso vai depender se você gosta ou odeia a pessoa em questão e, normalmente, gastamos mais tempo pensando em pessoas que gostamos, unicamente para nos auto-enganar e nos decepcionar com as reais depois, ou não... Sempre me prendo a esperanças...

E você não foi...

Vou mentir que não tinha esperanças que você aparecesse.
Eu sempre espero que algo me surpreenda, mas normalmente não acontece, todo dia abro a caixa do correio em vão, cada dia uma partícula de esperança se abre a cada passo, a cada ação e até mesmo cada vez que o msn faz algum barulho.
Cada santo dia espero, quase me envergonho por esperar tanto coisas dos outros, mas mesmo assim espero, esperança é antônimo de desespero, e mesmo que um leve ao outro, prendo-me em esperanças facilmente, esperanças fúteis que só se vão se sou decepcionada, estou nesse momento indo em direção a um abismo, sei exatamente o que vai acontecer, o que não me impede de esperar que seja diferente, afinal, uma pequena porcentagem é sempre aquela que nos move. Pequenas chances que ele goste de você, pequenas chances que se você desligar e depois ligar alguma coisa ainda encontre baterias como por mágica, pequenas chances de que você esteja certo, ou enganado.
Novamente a velha auto-enganação, é tão mais fácil. Então vou me prender as pequenas chances de que tudo de certo e esperar, afinal de contas, às vezes dá.

domingo, 7 de novembro de 2010

Sonhar


Mesmo desconfiando do convencional “papel e caneta”, decidi escrever um texto manualmente, com todos os erros lingüísticos que isso provavelmente implica. Já que todos meus textos são vistos pela internet, eu tenho que digita-los de qualquer forma. A pior parte da escrita manual é a letra, pensamos 5 vezes mais rápido do que falamos, o que faz com que escrever nessa velocidade seja uma tarefa árdua e, bem, minha letra esta longe da perfeição.
Enquanto redijo, falta 1 minuto para a 1:00 da manha, eu não deveria estar aqui, deveria estar pelo menos dormindo, ou em um lugar feliz, não sozinha no meu quarto escrevendo.
Falando em dormir, lembro-me de meu “ídolo”, William Shakespeare, tudo que ele escreveu é inigualável, “Morrer.., dormir... dormir... Talvez sonhar... É aí que bate o ponto.”. Sonhar... Ah, sonhar, aventura louca que nos tira de nos mesmos, modifica o tempo, a lógica, os princípios. Modifica o que quiser e mesmo assim acreditamos, e é por essa razão que penso que a vida poderia mudar de repente, pois quando isso ocorre nos sonhos, é algo natural, então por que não mudanças drásticas na vida?
Desculpem-me, tentarei voltar ao mundo real, o que sempre me parece uma prisão de coisas previsíveis.
O mundo real muitas vezes tira o sorriso do meu ser, minha existência entra nas sombras enquanto meu rosto quer convencer à todos que está tudo bem, não entrem em pânico.
O problema de sonhar, meus amigos, não são os pesadelos, é acordar e ver a realidade, realidade esta que mata sonhos transformando-os em coisas inalcançáveis, a única coisa que nos resta é esquecê-los.

sábado, 6 de novembro de 2010

Do you need anybody?

E com as amídalas doendo e assistindo um filme que quase pode ser considerado de auto-ajuda, estou aqui pensando. Às vezes me parece que as pessoas só dão valor as coisas quando as perdem, pois quando tudo é propicio para dar certo, simplesmente as pessoas não querem que aconteça, e quando acaba, você se conforma e segue, até que o passado volta, querendo novamente atenção, pensando que tudo vai ser como um dia foi, ou não sei, não faço idéia do que se passa na mente de outras pessoas, mas por dedução acho que eles só querem um pouco de atenção, só querem de volta o que eles quiseram perder.
Ao pensar sobre tudo, não sei se fui fácil demais, mas essa historia de se fazer de difícil não servem para mim, diga o que pensa e haja de acordo e pronto, “decomplicamos” o mundo.
Penso constantemente se isso irá se repetir, se irei cair novamente, se me conformarei com a queda para depois as pessoas voltarem como fantasmas de meu passado, só tento me convencer de que não há de onde cair, não ficar na expectativa, mas isso costuma ser torturante para mim, esta no meu sangue ser assim. Espero apenas algo simples e profundo, que a vida continue passando e dessa vez me trazendo coisas boas, não sei o que quero dos outros, gostaria de dizer que nada, mas simplesmente precisamos dos outros, como já li “Duas mãos te colocam no mundo, te alimentam, plantam sua comida, sim, você precisa das pessoas”. Sendo assim, eu também preciso de alguém.

terça-feira, 2 de novembro de 2010

Vazio

Percebi este final de semana o quanto nos, seres humanos, nunca estamos satisfeitos com absolutamente nada. Vejam minha situação, em meu lugar favorito do mundo (Rio das Antas), andando de barco, clima agradável, vento no rosto, eu deveria estar satisfeita, mas simplesmente não estava. Por mais que eu quisesse me convencer de que não havia como melhorar eu sabia que havia um jeito, e esse tiquinho que falta serve pra fazer com que, mesmo tendo mais do que necessário, pareça que não temos nada, levando um vazio desagradável consigo.
Novamente falando de vazios, mas não é vazio vazio, vazio seria tirar zero numa prova, o meu vazio é tirar cinco. É algo novo para mim, é simplesmente saber que sou mediana no quesito felicidade e saber que para ultrapassar os parâmetros eu preciso de algo que não tenho. Vida cruel? Não concordo, temos muito mais do que precisamos para a nossa felicidade, é só se conformar com o que temos e “deixar a felicidade entrar”, o que nunca é fácil pois estamos acostumados a querer, e isso me impediu de ser feliz, de aproveitar por completo a minha tarde, impediu bilhares de pessoas a fazerem bilhares de coisas. O que sempre me surpreende é que, nos nós impedimos de fazer, a culpa não é do “mundo” (e quando digo mundo, incluo também as desculpas a seres específicos como “Não me diverti na festa por causa do João [também conhecido como fulano ou cicrano]”), mas sempre decidimos culpar o fulano, é tão mais fácil do que dizer “Podia ter me divertido na festa mas fiquei me importando com João (sim, o cicrano)”.
Mas com isso onde é que vai parar nosso orgulho? Preferimos ser infelizes do que deixa-lo de lado, e acabo por dizer a nossa raça inteira (me incluindo ai), BEM FEITO, merecemos a infelicidade, mesmo que não a queiramos, a chamamos e sempre há algo que possamos fazer a respeito mas raramente algo que nos proponhamos a fazer a respeito.