Agora penso saber o que é gostar mesmo de alguém. E espero também saber como é quando alguém realmente gosta de ti. Chega de ser subliminar e sofrer por isso, é o fim das tentativas quase doentias de tentar perceber se suas tentativas de fazê-lo amar ou demonstrar seu amor deram certo, não há mais necessidade de esconder seu amor na incerteza. Depois que um amor não correspondido se vai, acaba sendo tão fácil saber quando se ama e quando a pessoa que você ama se importa com você.
Escrever sobre amor me parece um tanto quanto clichê e embaraçoso para mim, alem de que milhões de palavras já foram escritas sobre ele, mas mesmo assim todas as palavras nunca serão suficientes para expressa-lo.
Acho triste ver pessoas escondendo sentimentos, mesmo eu sendo uma delas, acho que o mundo deveria se abrir mais, sentir mais e se deixar conhecer, mas isso é quase impossível.
Tudo que escrevi ate agora não passa de algo um tanto quanto tedioso para mim, acho uma perda de tempo ler sobre o amor, pois todos sabem basicamente tudo sobre ele, mas mesmo assim lêem, lêem apenas para perceber que já sabiam, para ter uma epifania. E ao invés de ler sobre o amor, por que não sai e o descobre, como eu já disse, posso escrever um livro sobre o amor, mas se você não amar não passarão de palavras sem sentido escritas por um tolo que nada significam.
segunda-feira, 6 de setembro de 2010
terça-feira, 31 de agosto de 2010
Hoje
Não queria por meus sentimentos novamente no papel, principalmente por que sempre fico confusa sobre o que dizer sobre algo que não posso revelar, mas tenho que contar pra alguém. Isso pode soar meio estranho, mas é como se eu soubesse um segredo e, ao escrever, coloco ele em metades, fragmentos de segredos perdidos em meio a um emaranhado de palavras. A partir daí, apenas quem conhece meus pequenos “dramas” é que entende.
Mas hoje... Hoje eu gostaria apenas de ouvir o som de uma respiração ofegante, parar no tempo e permanecer. Hoje o mundo esta distante de mim, suas artimanhas não conseguem me pegar, hoje o meu humor esta neutro, mas feliz ao mesmo tempo, hoje não importa se chover, nevar, der um temporal. Hoje me parece mais distante do que qualquer outro dia. Hoje provavelmente não importa, o “eu físico” se foi, minha alma também, e o que sobrou deixa um estado de nostalgia. O mundo hoje não importa, juntamente com as pessoas que nele habitam, o que permaneceu foi um pequeno lugar esquecido pelo tempo, longínquo e tranqüilizador. Ele pulsa, ele vive, ele se perde dentro dele mesmo. Ele simplesmente sente mas não sabe descrever o que, quem sabe não há palavras para o que ele sente, talvez seja eu que não seja boa com elas, mas ele sente.
E algo põe um sorriso em meu rosto, algo inexplicável, e mesmo que não fosse, o dia de hoje é bom de mais para perder com explicações. Apenas sorrio, algo continua pulsando em meu peito, aquele algo que eu nunca soube explicar, pelo menos não com palavras.
Mas hoje... Hoje eu gostaria apenas de ouvir o som de uma respiração ofegante, parar no tempo e permanecer. Hoje o mundo esta distante de mim, suas artimanhas não conseguem me pegar, hoje o meu humor esta neutro, mas feliz ao mesmo tempo, hoje não importa se chover, nevar, der um temporal. Hoje me parece mais distante do que qualquer outro dia. Hoje provavelmente não importa, o “eu físico” se foi, minha alma também, e o que sobrou deixa um estado de nostalgia. O mundo hoje não importa, juntamente com as pessoas que nele habitam, o que permaneceu foi um pequeno lugar esquecido pelo tempo, longínquo e tranqüilizador. Ele pulsa, ele vive, ele se perde dentro dele mesmo. Ele simplesmente sente mas não sabe descrever o que, quem sabe não há palavras para o que ele sente, talvez seja eu que não seja boa com elas, mas ele sente.
E algo põe um sorriso em meu rosto, algo inexplicável, e mesmo que não fosse, o dia de hoje é bom de mais para perder com explicações. Apenas sorrio, algo continua pulsando em meu peito, aquele algo que eu nunca soube explicar, pelo menos não com palavras.
O contrário do Amor
"O contrário de bonito é feio, de rico é pobre, de preto é branco, isso se aprende antes de entrar na escola. Se você fizer uma enquete entre as crianças, ouvirá também que o contrário do amor é o ódio. Elas estão erradas. Faça uma enquete entre adultos e descubra a resposta certa: o contrário do amor não é o ódio, é a indiferença.
O que seria preferível, que a pessoa que você ama passasse a lhe odiar, ou que lhe fosse totalmente indiferente? Que perdesse o sono imaginando maneiras de fazer você se dar mal ou que dormisse feito um anjo a noite inteira, esquecido por completo da sua existência? O ódio é também uma maneira de se estar com alguém. Já a indiferença não aceita declarações ou reclamações: seu nome não consta mais do cadastro.
Para odiar alguém, precisamos reconhecer que esse alguém existe e que nos provoca sensações, por piores que sejam. Para odiar alguém, precisamos de um coração, ainda que frio, e raciocínio, ainda que doente. Para odiar alguém gastamos energia, neurônios e tempo. Odiar nos dá fios brancos no cabelo, rugas pela face e angústia no peito. Para odiar, necessitamos do objeto do ódio, necessitamos dele nem que seja para dedicar-lhe nosso rancor, nossa ira, nossa pouca sabedoria para entendê-lo e pouco humor para aturá-lo. O ódio, se tivesse uma cor, seria vermelho, tal qual a cor do amor.
Já para sermos indiferentes a alguém, precisamos do quê? De coisa alguma. A pessoa em questão pode saltar de bung-jump, assistir aula de fraque, ganhar um Oscar ou uma prisão perpétua, estamos nem aí. Não julgamos seus atos, não observamos seus modos, não testemunhamos sua existência. Ela não nos exige olhos, boca, coração, cérebro: nosso corpo ignora sua presença, e muito menos se dá conta de sua ausência. Não temos o número do telefone das pessoas para quem não ligamos. A indiferença, se tivesse uma cor, seria cor da água, cor do ar, cor de nada.
Uma criança nunca experimentou essa sensação: ou ela é muito amada, ou criticada pelo que apronta. Uma criança está sempre em uma das pontas da gangorra, adoração ou queixas, mas nunca é ignorada. Só bem mais tarde, quando necessitar de uma atenção que não seja materna ou paterna, é que descobrirá que o amor e o ódio habitam o mesmo universo, enquanto que a indiferença é um exílio no deserto."
Martha Medeiros
O que seria preferível, que a pessoa que você ama passasse a lhe odiar, ou que lhe fosse totalmente indiferente? Que perdesse o sono imaginando maneiras de fazer você se dar mal ou que dormisse feito um anjo a noite inteira, esquecido por completo da sua existência? O ódio é também uma maneira de se estar com alguém. Já a indiferença não aceita declarações ou reclamações: seu nome não consta mais do cadastro.
Para odiar alguém, precisamos reconhecer que esse alguém existe e que nos provoca sensações, por piores que sejam. Para odiar alguém, precisamos de um coração, ainda que frio, e raciocínio, ainda que doente. Para odiar alguém gastamos energia, neurônios e tempo. Odiar nos dá fios brancos no cabelo, rugas pela face e angústia no peito. Para odiar, necessitamos do objeto do ódio, necessitamos dele nem que seja para dedicar-lhe nosso rancor, nossa ira, nossa pouca sabedoria para entendê-lo e pouco humor para aturá-lo. O ódio, se tivesse uma cor, seria vermelho, tal qual a cor do amor.
Já para sermos indiferentes a alguém, precisamos do quê? De coisa alguma. A pessoa em questão pode saltar de bung-jump, assistir aula de fraque, ganhar um Oscar ou uma prisão perpétua, estamos nem aí. Não julgamos seus atos, não observamos seus modos, não testemunhamos sua existência. Ela não nos exige olhos, boca, coração, cérebro: nosso corpo ignora sua presença, e muito menos se dá conta de sua ausência. Não temos o número do telefone das pessoas para quem não ligamos. A indiferença, se tivesse uma cor, seria cor da água, cor do ar, cor de nada.
Uma criança nunca experimentou essa sensação: ou ela é muito amada, ou criticada pelo que apronta. Uma criança está sempre em uma das pontas da gangorra, adoração ou queixas, mas nunca é ignorada. Só bem mais tarde, quando necessitar de uma atenção que não seja materna ou paterna, é que descobrirá que o amor e o ódio habitam o mesmo universo, enquanto que a indiferença é um exílio no deserto."
Martha Medeiros
segunda-feira, 23 de agosto de 2010
Minha doce realidade...
"Não esqueço mesmo! Enquanto houver dúvidas ainda acreditarei em toda essa ilusão..
Porque nem meus olhos saberiam dizer o quanto eu te quero..
E que proximidade é a única vantagem que nunca teremos em comum..
Mas se sorrir é tão fácil, por que não?
De lembranças dolorosas estou matando o meu passado, de esperanças inúteis, cancelando o meu futuro, e de um presente inexistente talvez eu desista de você..."
Como você pode ver, não é tão doce...
Porque nem meus olhos saberiam dizer o quanto eu te quero..
E que proximidade é a única vantagem que nunca teremos em comum..
Mas se sorrir é tão fácil, por que não?
De lembranças dolorosas estou matando o meu passado, de esperanças inúteis, cancelando o meu futuro, e de um presente inexistente talvez eu desista de você..."
Como você pode ver, não é tão doce...
sexta-feira, 20 de agosto de 2010
Meu Karma
Esqueça tudo que já disse sobre amor e esperança, nenhum deles existe plenamente como esperamos, nenhum deles é perfeito...
Ambos nos deixam desnorteados, confusos e muitas vezes infelizes.
Acho uma grande ironia ver pessoas buscando por surpresa, pelo inesperado, e ver que, quando a oportunidade chega, escondem-se e agem da maneira que disseram que nunca agiriam.
Ficam a vida inteira esperando por um amor grandioso, incompreensível e inesperado, mas quando ele chega fogem assustadas, não agem, espreitam de longe e tem medo.
Mais uma vez falando de medo, acho que falo tanto dele por ter muito. Tenho muito medo, mais que qualquer pessoa poderia imaginar que eu tivesse.
O que me difere é o quanto tento ser “casca grossa”, o quanto quero demonstrar que sou corajosa. Por isso, sou sempre a primeira a caminhar numa rua escura, que olha pra baixo quando está com medo da altura, a que não demonstra medo naquele filme de terror, que não se abala com suspenses.
Mas por dentro, só eu sei como tremo na base, como é difícil não demonstrar... E como é difícil não ter ninguém ao lado pra dizer que esta tudo bem porque, eu tento demonstrar a todos que não preciso de um ombro amigo, não preciso segurar a mão no meio do filme ou na hora que sinto medo.
Mas, mesmo que eu não precise, eu quero, cansei de parecer forte, quero apenas parecer humana.
O problema é que não consigo ser mais uma na humanidade. Transformei-me em alguém diferente, enquanto todos buscam sair da normalidade, eu tento retornar, mas não adianta, com o tempo se percebe que não se pode ser o que se quer, e sim o que se é. E sou apenas uma alienada, para muitos enlouquecida, para outros, meramente alguém que não se conhece.
São muitas as pessoas que não me conhecem, muitas também as que não me entendem e são extremamente poucas as que eu permito me conhecer.
Às vezes nem eu mesma me conheço, sou uma contradição, imprevisível e um tanto quanto única (espero). Sou aquela que dá explicações lógicas pra perguntas emocionais e que dou respostas emocionais ao lógico. Alem de que, penetro nas pessoas, procuro encontrar o “complexo” de cada um, e cada um tem os seus, uma longa lista de atos baseados na tentativa fútil de ser o que os outros esperam.
Novamente me perdi do assunto que falava, acho que tenho sérios problemas em seguir um assunto em linha reta. Queria exemplificar os meus ditos “complexos”, mas estes ficarão para mais tarde. Queria também voltar ao assunto inicial, falar sobre o amor e a esperança, o que eu supostamente já deveria ter feito, mas ambos abriram espaço em minha mente para uma infinidade de coisas.
Ambos nos deixam desnorteados, confusos e muitas vezes infelizes.
Acho uma grande ironia ver pessoas buscando por surpresa, pelo inesperado, e ver que, quando a oportunidade chega, escondem-se e agem da maneira que disseram que nunca agiriam.
Ficam a vida inteira esperando por um amor grandioso, incompreensível e inesperado, mas quando ele chega fogem assustadas, não agem, espreitam de longe e tem medo.
Mais uma vez falando de medo, acho que falo tanto dele por ter muito. Tenho muito medo, mais que qualquer pessoa poderia imaginar que eu tivesse.
O que me difere é o quanto tento ser “casca grossa”, o quanto quero demonstrar que sou corajosa. Por isso, sou sempre a primeira a caminhar numa rua escura, que olha pra baixo quando está com medo da altura, a que não demonstra medo naquele filme de terror, que não se abala com suspenses.
Mas por dentro, só eu sei como tremo na base, como é difícil não demonstrar... E como é difícil não ter ninguém ao lado pra dizer que esta tudo bem porque, eu tento demonstrar a todos que não preciso de um ombro amigo, não preciso segurar a mão no meio do filme ou na hora que sinto medo.
Mas, mesmo que eu não precise, eu quero, cansei de parecer forte, quero apenas parecer humana.
O problema é que não consigo ser mais uma na humanidade. Transformei-me em alguém diferente, enquanto todos buscam sair da normalidade, eu tento retornar, mas não adianta, com o tempo se percebe que não se pode ser o que se quer, e sim o que se é. E sou apenas uma alienada, para muitos enlouquecida, para outros, meramente alguém que não se conhece.
São muitas as pessoas que não me conhecem, muitas também as que não me entendem e são extremamente poucas as que eu permito me conhecer.
Às vezes nem eu mesma me conheço, sou uma contradição, imprevisível e um tanto quanto única (espero). Sou aquela que dá explicações lógicas pra perguntas emocionais e que dou respostas emocionais ao lógico. Alem de que, penetro nas pessoas, procuro encontrar o “complexo” de cada um, e cada um tem os seus, uma longa lista de atos baseados na tentativa fútil de ser o que os outros esperam.
Novamente me perdi do assunto que falava, acho que tenho sérios problemas em seguir um assunto em linha reta. Queria exemplificar os meus ditos “complexos”, mas estes ficarão para mais tarde. Queria também voltar ao assunto inicial, falar sobre o amor e a esperança, o que eu supostamente já deveria ter feito, mas ambos abriram espaço em minha mente para uma infinidade de coisas.
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